Rafaela Pimenta Haaland agent ESPN Brasil interview
by Kelp Schmidt: Erling Haaland
RAFAELA PIMENTA HAALAND'S AGENT TALKING ABOUT BRAZILIAN FOOTBALL ON ESPN do you agree with her 🗣️
Transcript (pt)
A derrota serve pra gente aprender, não pra gente ficar se lamentando, nem pra gente ficar batendo na tecla, quem errou, quem acertou, isso não vai levar a gente a lugar nenhum. O que vai levar a gente a algum lugar é olhar e falar como é que pra frente a gente pode evitar que isso se repita. Super importante, mais importante, na minha opinião, categoria de base. Categoria de base, categoria de base com transparência, categoria de base é onde realmente os projetos sejam sérios, a ambição seja fazer aprender. A gente hoje tem um monte de categoria de base que a ambição é ganhar o próximo jogo. É para isso a categoria de base ou será que ela está lá para formar o jogador? Trazer jogador de fora, eu acho muito questionável. Porque a gente tem de talento no Brasil, menino querendo jogar. Por que a gente está sufocando a subida deles para o profissional com jogadores que, ok, tem qualidade, são super legais. Mas no fim a gente está matando talvez o nosso próprio, entre aspas, né? Porque só porque o tema é mercado, produto. Mas acima de tudo a gente está matando o sonho de um monte de gente e desmotivando um monte de menino a fazer isso. Eu acho que se a gente tiver a humildade de entender que a gente tem que olhar lá para baixo e valorizar o que está acontecendo lá embaixo, colocar pessoas sérias, pessoas comprometidas com educação, comprometidas com o futuro, a gente daqui a uns anos tem uma leva nova. É o que aconteceu na Escandinávia. A gente está vendo uma consequência de um trabalho de anos em categoria de base. Se a gente fizer a mesma coisa, a gente pode chegar. É amanhã? Claro que não. A gente pode ter uns anos sofridos ainda Agora o que eu acho tamb humildade vezes eu acho que n todos por acreditarmos que o jogador brasileiro tem um selo de qualidade o rel su ent ele bom porque ele su Não, ele é suíço, ele não é bom porque ele é suíço. Ele é bom porque alguém fez ele direito. Então, não é porque a gente é brasileiro que a gente é automaticamente bom. Se nós tivermos essa humildade, a gente vai pra frente. Se a gente achar que porque a gente é brasileiro, a gente então é melhor, hoje tem o norueguês que às vezes é melhor que a gente. É impossível. A seleção da Noruega tinha um camisa 10 e um camisa 9 que a seleção brasileira não tinha. Eventualmente. Então eu acho que, será que a gente está olhando isso com a humildade que merece ou será que não? Eu pessoalmente como operadora de mercado, acho que não. Quando eu vejo, quando eu vou trabalhar com transferências do Brasil, conversando com clubes brasileiros, na minha opinião pessoal, eu acho que existe uma arrogância da parte dos clubes brasileiros, onde a E brasileira é uma joia rara. É pior que o outro, mas eu acho que ele é melhor. Não está ajudando ninguém. Continua sendo o mercado de base mais atraente do mundo ou não? Não. Não mais? Não, na minha opinião não, porque hoje a gente tem um pouco de uma certa medo, se essa for a palavra, eu vejo isso muito frequentemente de uma série de clubes que é, o jogador brasileiro chega aqui achando que é a última bolacha do pacote, e ele não é a última bolacha do pacote, então ele pode ser incrível, mas ele tem que estar igual aos outros, e eu acho que hoje, eu acho, não tenho certeza, eu já vi clubes que me falaram, esse jogador serve para a gente, seria ideal para a gente, mas eu não quero porque eu sei como ele é, não vai, eu acho que não vai jogar aqui.
